Sunday, February 03, 2013

AS REUNIÕES DE CONDOMÍNIO, ANO 2013…


Nestes múltiplos cenários e dos tempos de crise financeira, as reuniões de condomínios estão a transformar-se cada vez mais em autênticos cenários de tortura psicológica de todos aqueles que ainda têm a vontade e o zelo de lutar pela sua habitação em condições dignas e assumir os seus compromissos, para que o coletivo se sobreponha sempre ao interesse individual, porque todos os que o não desejem tem a solução fácil, compram uma casa rodeada de muros e aí então podem administrar e gerir á sua vontade sem pedir a opinião a ninguém, mas sabendo que também não terão ajuda e a cooperação para quando os problemas surgirem.

Os casos mais prementes e problemas de gestão mais vulgares, (infelizmente), são os atrasos nas cotas de condomínio e as despesas para a realização de obras de manutenção de maior envergadura, quando implicam a renovação de telhados, paredes e revestimentos exteriores e espaços comuns que se vão degradando coma ação inexorável do tempo. Situação que irá acontecer nos próximos dezoito meses no prédio onde habito, eu e mais trinta e nove condóminos, para que depois de reunida pelo menos noventa por cento da verba do custo geral da obra, estas se possam iniciar com normalidade. E é aqui que a angústia cresce e se sente no rosto de todos nós. Aqueles que já estão atrasados nas cotas mensais, como vão fazer? Os outros, (como eu) que têm os seus compromissos em dia, como vai ser mais um acréscimo de encargos?

Difícil, muito difícil, para mais em dias como os que vivemos, em constantes apertos financeiros, de um país que tem de retificar o seu rumo numa União Europeia com regras iguais para ricos e pobres.

Outro ponto importante é a Justiça portuguesa que para mediar casos de gestão de edifícios se tem revelado muito passiva e lenta! O parque habitacional privado vai assim cada vez mais degradado e é triste ver esta situação um pouco por todo o lado.

É ver a angústia e o nervoso, patente na cara das pessoas, que sentem o perigo do seu reduto que é a Habitação e que poderá colocar em risco a família e a sua estabilidade. Estas minhas palavras descrevem não histórias da carochinha, mas bem reais em muitos sítios e que a serem mal resolvidas podem acrescentar casos ainda mais graves na estabilidade das Famílias portuguesas. Já nem falo das centenas de casas que são entregues aos bancos por falta da capacidade financeira.

São estas a realidades ligadas á gestão dos Condomínios hoje em dia. Tempos muito difíceis, repito eu!

E ainda por cima ouve-se um administrador de um banco a dizer que temos de aguentar, porque os Sem-abrigo, também aguentam! Com mentalidades destas, como irá ser?

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