Tuesday, March 31, 2009

A NOVA OPORTUNIDADE DAS “NOVAS OPORTUNIDADES”!


A NOVA OPORTUNIDADE DAS “NOVAS OPORTUNIDADES”!
Li há dias um artigo do sociólogo ALBERTO GONÇALVES, que escreve uma coluna de opinião do semanário “Sábado”, sobre o programa lançado pelo governo, “NOVAS OPORTUNIDADES”, que passo a transcrevê-lo, pela sua actualidade! Lá vai:
“Uma amiga minha, viu-se recentemente”colocada” num curso das “Novas Oportunidades”.
Á chegada, a novinha e bem intencionada docente, inquiriu os colegas sobre os temas e manuais a leccionar.A galhofa que se seguiu durante meia-hora! A pobre ignorava que as “Novas Oportunidades” não visam leccionar coisa alguma, mas fornecer habilitações literárias a iletrados e impressionar os “rankings internacionais.
Nisso a iniciativa é um sucesso.O SOL, relatou o caso de uma senhora que após “saltar” seis anos de escolaridade em um ano e pouco, frequenta agora uma licenciatura.Se Portugal prosseguir a adaptação caseira de Bolonha, é possível que a senhora acabe a licenciatura, eventualmente de medicina, em seis meses.
Por enquanto as facilidades ficam-se, algo injustamente pelo 9º e 12º anos, e mesmo o termo depende da perspectiva.O presidente da Agência Nacional para a Qualificação, chama á facilidade, “dinâmica” e ,o que é notável, acha a “dinâmica” insuficiente.Na opinião do snr Luís Capucha, divulgada anteontem, urge multiplicar por sete os quatro mil adultos “certificados” mensalmente.Isto significa que, apesar de tudo, a exigência do programa tem sido excessiva.Pelos vistos, não basta que os alunos terminem a “formação” com os conhecimentos(digamos) que possuíam quando começaram; é preciso que saiam a saber ainda menos.Nas contas do snr Capucha, sete vezes menos.
Perante tal objectivo, percebe-se que o próprio engº Sócrates classifique cada inscrição nas “Novas Oportunidades” como um “acto de coragem”. Não se percebe tão bem que julgue os respectivos “certificados” como cidadãos aptos a ”melhor servir a família, a empresa e o País”. Parece-me mais provável o contrário: dado o radical analfabetismo que as “Oportunidades” garantem, suspeito que, se não forem as famílias, as empresas e o país a cuidarem dos “certificados”, estes estarão condenados á indigência.Ou, na pior das hipóteses, a um cargo de nomeação política. “
Sem papas na língua o autor destas palavras põe o dedo na ferida(s). A uma iniciativa que poderia ter uma finalidade interessante e nobre, a sua prática coloca na verdade muitas reservas ,quando da sua conclusão em termos de competências! Na verdade quer-me parecer que a grande maioria quer apenas um “certificado” que lhes permita subir e progredir na sua carreira profissional o que é negativo, porque na prática este “estofo” profissional e cultural pode não ter correspondência efectiva!
Eu posso falar deste tema, porque ando a completar o final do ensino secundário através do ensino nocturno Recorrente, que temos de convir é mais “verdadeiro” e garante uma dignidade a todos os que querem melhorar as suas qualificações ao longo da vida e por variadas circunstâncias, o não puderam fazer mais cedo!
Mas continuo convencido da intenção meritória deste programa para todos aqueles que o façam com garra e honestidade.Talvez de uma forma enviezada, mas rumo a uma educação de nível superior que não teriam sem estas “Oportunidades”!

Monday, March 30, 2009

E O MUNDO CONTINUA A GIRAR...

Cidade de Matosinhos...azáfama da hora de almoço ali para os lados da câmara municipal, cirandam pessoas que outrora conheceram outros dias mais prósperos! Aquele que com ar envergonhado recebe das mãos de um benemérito (funcionário de um restaurante) um pequeno embrulho com uma refeição, gesto que só prova que há ainda laivos de solidariedade social...eu passo na rua e faço que não vejo, porque o recebedor já foi uma pessoa com melhores dias... e por entre os meus raciocínios humanistas, pelo menos hoje,(naquele dia), comprovei que não passaria fome!
Na minha cidade de horizonte e mar... como clama o "slogan" dos políticos!

PARA RIR...A LÍNGUA PORTUGUESA É MESMO TRAIÇOEIRA...

O problema é da língua portuguesa ?

O marido, ao chegar em casa tarde da noite diz à mulher que já estava deitada :- Querida, eu quero amá-la!
A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde:- A mala... ah não sei onde está,não! Use a mochila que está no maleiro do quarto das crianças.
- Não é isso querida, hoje vou amar-te.
- Por mim, você pode ir até Júpiter, até Saturno e até ao........, desde que me deixe dormir em paz!

SEM COMENTÁRIOS...

O PÉRIPLO DE BENTO XVI...


NOTA PRÉVIA: Tomei a liberdade de transcrever este artigo de Miguel Sousa Tavares, sobre a recente viagem de Bento XVI a ÁFRICA., do Blog "Vôo Nocturno" da minha companheira "Blogger" CLARA. Pela sua oportunidade, pela luz dos bastidores da sombra destas viagens...

Tristes trópicos, triste Papa
Miguel Sousa Tavares
8:00 Segunda-feira, 23 de Mar de 2009
Os Papas gostam muito de ir a África. São viagens que asseguram sempre uma grande cobertura mediática, estádios cheios de multidões com bandeirinhas que não entendem nada do que o Papa lhes vai dizer nem estão lá para isso, discursos de efeito fácil e inócuo contra a pobreza e o subdesenvolvimento que ficam sempre bem à imagem de uma Igreja preocupada com questões sociais. De caminho, os Papas não se preocupam nada ou quase nada com a caução que dão às ditaduras que visitam, à corrupção que elas praticam e à miséria que promovem.
Quando João Paulo II visitou a Costa do Marfim, de que era ditador Houphouet-Boigny, dormiu num edifício construído de propósito para o efeito que custou 150 milhões de euros - o equivalente, talvez, ao PIB anual do país, e construído ao lado da Catedral de Yamassoukro - do tamanho da Basílica de S. Pedro, em Roma, toda em mármore, erguida em plena selva e cujo custo ninguém conseguiu jamais estimar. E aí, no covil do ladrão, abençoou o país e o seu Presidente e não se esqueceu de pregar a caridade para a multidão de miseráveis a quem o regime local roubava o pão e a escola para financiar a ostentação religiosa e o palácio particular do VIIème em Paris onde Boigny gostava de passar o melhor do seu tempo.
Também agora, vendo o ar feliz com que Bento XVI se passeou em Yaoundé, ao lado do Presidente Biya, dos Camarões - corrupto e ditador, como manda a tradição - e da sua contratada primeira-dama, constato que a tão elogiada diplomacia duplamente milenar da Santa Sé continua a seguir a mesma regra de sempre: o essencial é garantir que a Igreja Católica seja tolerada e de preferência bem tratada onde quer que seja, nem que para isso o Papa tenha de caucionar, visitar e abençoar aquilo que a decência mandaria evitar.
Foi assim, por exemplo, que João Paulo II, de visita à Indonésia, aceitou deslocar-se a Timor, no auge da ocupação e da repressão (inclusive sobre a Igreja Católica), porque, em contrapartida, lhe asseguraram uma existência pacífica no maior país muçulmano do mundo. Para dizer com franqueza, por mais que a figura de Ratzinger afaste qualquer simpatia - ao contrário do que sucedia com Woytila - o que Bento XVI faz e diz em África não é substancialmente diferente do que fazia e dizia João Paulo II: convoca a fé irracional das multidões, de que a Igreja tanto gosta, prega a caridade em lugar da justiça social, e repete os insustentáveis dogmas morais para um mundo que não existe e que hoje parece ser o fundamental da mensagem de Roma. Se fosse só esta a mensagem que a Igreja Católica tivesse para levar a África e a outras partes do mundo, há muito que teria desaparecido do mapa.
Mas, apesar da perda de influência constante a favor daquilo a que Bento XVI chama "seitas", o que ainda mantém a Igreja com uma força de influência moral em África é o trabalho, muitas vezes invisível e até mal compreendido por Roma, que muitos sacerdotes, missionários e comunidades cristãs desenvolvem no terreno, em condições bem difíceis. Felizmente, aí vale aquele provérbio africano que diz que "a palavra do chefe não passa além do rio". Aí, confrontados diariamente com a doença e o sofrimento, vivendo num continente onde estão 70% dos infectados com sida, os padres sabem que a sua obrigação, moral e religiosa, é aconselhar o uso do preservativo e não fazer pregações irresponsáveis e paternalistas a favor da abstinência, da fidelidade ou da procriação como único fim da sexualidade.
No curto espaço de três semanas, este infausto Papa, imposto por longas manobras da cúpula 'negra' da Igreja Católica, conseguiu mostrar o pior de si mesmo. Primeiro, levantou a excomunhão contra o arcebispo nazi inglês Williamson e a sua seita anti-Vaticano II e apenas duas semanas depois de ele ter repetido que o Holocausto era uma invenção dos judeus; depois, defendeu e confirmou a excomunhão decretada pelo arcebispo de Olinda e Recife contra a mãe e os médicos que procederam ao aborto de uma menina de 9 anos (!), violada repetidamente e engravidada pelo padrasto, e que nem sequer percebeu que estava grávida e tinha deixado de estar; enfim, decretou, ao pisar África, que o preservativo não só não serve para atacar a disseminação da sida como até "a pode agravar". E isto, em nome da "vida". Que saberá o Papa da vida? Como é que algum católico, a começar por ele próprio, pode acreditar que Deus fala por ele?
Eu não gosto de Ratzinger, como se percebe. Não gostei do seu passado à frente da Doutrina da Congregação e da Fé, onde se dedicou sempre a perseguir o sector mais aberto e moderno da Igreja e a defender o sector mais retrógrado e fechado. Ao mesmo tempo que fustigavam o preservativo, o aborto em quaisquer circunstâncias e o sexo como direito natural das pessoas, fecharam os olhos durante décadas ao deboche e à ignominiosa perversão das paróquias, bispados e colégios católicos onde a pedofilia homossexual sobre indefesos era lei e regra. E eles sabiam - tinham de saber. A moral não é uma questão de fé nem de mandamento divino. Não é preciso ter fé para se obedecer a um código de conduta com valores morais que todos devemos ter. Por vezes até - como se vê com os pregadores extremistas do Islão, do judaísmo ou do Papa Ratzinger - é a invocação da fé que acaba por pretender legitimar o que é moralmente insustentável. Também a fé não dispensa que se tente perceber quem os outros são, olhando-lhes para a cara.
A mim, bastou-me olhar para a expressão de Ratzinger, no primeiro momento em que apareceu à janela de S. Pedro como Papa Bento XVI, para perceber muita coisa: Deus não tinha nada a ver com aquilo; o que ali estava inscrito transparentemente era uma expressão de pura cobiça satisfeita, de deleite com o poder. E até hoje não o vi mudar de expressão, apenas disfarçar, enquanto vai achando prudente, as ideias que desde sempre foram as suas. Enquanto se ocupa a excomungar médicos que salvam a vida a uma criança violada pelo padrasto, Bento XVI prepara-se fatalmente para dar sequência ao que seria apenas uma anedota portuguesa, não fosse também uma vampirização da nossa História: fazer de D. Nuno Álvares Pereira santo, só porque uma senhora de Vila Franca de Xira se queimou com o óleo da cozinha, rezou ao beato e curou-se... graças aos médicos que a assistiram e às defesas do organismo. E fica em silêncio quando tantos devotos católicos e financeiros, seguidores do também beato Escrivá de Balaguer, fundador da Opus Dei, levaram o culto de vendilhões do templo a tal extremo que conduziram o mundo a uma crise global e reduziram milhões de pessoas à moderna escravidão do desemprego e da pobreza.
Não, Deus não iluminou o conclave de Roma no momento de soltar fumo branco por Ratzinger. Mas o pior é que o mundo que os rodeia também não os inspirou em nada. E a consequência é que a Igreja Católica desertou de onde, apesar de todos os seus humanos erros, faz falta.

SORRI...porque não um pouco de poesia?

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo à tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

De autor desconhecido!

Sunday, March 08, 2009