Sunday, June 14, 2009

SAUDADE, NÃO SAUDOSISMO...ANGOLA 1972 14 DE JUNHO!





14 de Junho de 1972 - Luanda-aterrei no aeroporto ás 07.00 horas e as primeiras
impressões foram muito fortes para mim. Do ar á vista da costa angolana e da cidade capital, a terra vermelha, as longas filas de casas e telhados de zinco, ao pisar o solo pela primeira vez, a baforada de ar quente que nos recebe e que nunca mais esqueci, o cheiro, as pessoas as cores, enfim um espaço muito diferente de Portugal, sem comparação.
O meu sentido do irreal, mas vivo, presente, a primeira exploração da cidade nos seus recantos e segredos, numa busca ansiosa… a “guerra” podia esperar.
Eu e os meus companheiros ainda um pouco aturdidos pelas novidades, parecia-mos um grupo de rapazes em veraneio, com a agitação citadina e os sorrisos das gentes…
A primeira impressão é sempre a que fica e nos marca e eu prometi a mim mesmo, que nunca deixaria de gostar daquela terra, das gentes, dos odores… afinal não permitida pelos ventos da História 2 anos mais tarde…

Mas não esqueci, nem renego nada do que passei ou fiz durante aqueles tempos. Aliás o desejo de voltar permanece o mesmo…a guerra esperou, por isso também posso esperar um pouco mais…digo eu!

5 comments:

Menina do Rio said...

Lindas imagens! Saudosismo é gostoso de sentir

Um beijo

jotabloguer said...

OLá Menina do Rio! Obgª pela visita e pelas palavras!Se calahar um dia que chegue ao teu país, também tenha sensações desencontradas! Se pudesse ia já amanhã, sem medos!
Uma boa semana para Ti e as tuas rimas... bonitas!
JOrge madureira

Clara Onofre said...

Então e quando é que voltas a Angola? Muita coisa mudou, como deves imaginar...

jotabloguer said...

Olá Clara: Temos andado"ocupados", mas fico feliz pela tua visita!Bem já percebeste o contexto em que analiso Angola e os tempos de hoje, na verdade diferentes(e ainda bem para o povo angolano), porque os desafios são outros! Só desejo que os consigam modelar de modo a gerarem resultados positivos e acabarem com o pesadelo do subdesenvolvimento, do equilibrio,(possível) na melhoria gradual das condições de vida para todos os que vivem nessa terra abençoada.REcursos naturais não faltam! Assim saiba o ser humano ajustá-los em favor da maioria!
Bju.
Jorge Madureira

Clara Onofre said...

Assim esperamos!