Thursday, August 08, 2013

ENSINO PÚBLICO E ENSINO PRIVADO.


Já em tempos aflorei esta questão tão importante do que deve ser o Ensino na Escola Pública e por oposição o Ensino nas Escolas e Universidades Privadas.

De um lado defensor acérrimo do acesso livre e tendencialmente gratuito de todos os que procurem a aquisição de novas competências, mesmo em idade adulta, (refiro-me a todos aqueles que por esta ou aquela razão, não puderam concretizar a Escolaridade básica, do 9º e 12ºs Anos), não entendo o retirar cada vez mais visível, do papel das Escolas Públicas e repticiamente a procurar favorecer os Estabelecimentos Privados de Ensino. Seja em acordos e parcerias, alegando a falta de resposta nesses locais do M.E., seja de uma forma assumida e sustentada em melhores resultados de Aprendizagem, Nuno Crato parece estar a ceder a esses interesses que visam apenas o vender de serviços para obtenção de lucros financeiros!

As Escolas Privadas existem para isso, não contesto, o que reprovo é o favorecimento que pretendem em igualdade de circunstâncias com o Ensino Público! Eu sempre vi o sector Privado e o sector Público como diferentes e opostos, competindo nos Mercados das suas especialidades, mas sem ajudas financeiras meio escondidas e camufladas em protocolos, parcerias, sempre na mira do dinheiro Público.

As Escolas e Universidades Privadas querem concorrer no Sistema de Ensino, muito bem, sustentem-se a si próprias recebendo daqueles que podem pagar os seus serviços! Mais nada.

E deixar á Escola Pública a possibilidade de todos aqueles, (e é a grande maioria) que sem posses financeiras, querem os seus filhos formados com uma Instrução satisfatória, para poderem enfrentar os desafios das suas vidas e mercados de Trabalho.

A mesma visão para os verdadeiros atores do Ensino, disciplinando a sua atuação, ou seja, os Professores devem ser acarinhados e apoiados, em especial na faceta da exclusividade no local de Ensino. Não permitir que professores atuem em simultâneo nas Escolas Públicas e Privadas. O que a prática dessa filosofia nos diz, é que o seu desempenho é diferenciado nos seus graus de exigências e obrigações, criando situações injustas de aprendizagem para os alunos do setor Público. Depois mostram ufanos os rankings passando um atestado de incompetência aos atores do Ensino Público! Como se fosse o mesmo que competir em F1 com um carro tipo Fiat 600, ao lado de um Maserati de alta cilindrada! Ora bolas…

Eu que nem simpatizo por aí além com Mário Nogueira, nestas questões começo a pensar que ele tem razão…o que é mau indicador!

Sr. Nuno Crato, vamos lá a mostrar serviço e acabar com estas indefinições e trazer paz e competência ao seu Ministério e ao ensino Público em especial!

1 comment:

jotabloguer said...

Confirmando os meus receios, esta história do "Cheque-Ensino", que Nuno Crato inventou, vai ser mais um empurrão no Ensino Público, porque só um cérebro irrealista está convencido do beneficio desta medida para os "pobrezinhos" terem acesso ao ensino privado e a obtenção de melhores resultados escolares! E o resto snr Ministro, Crato?